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Hall Paxis

Integrada na rede nacional Hall, esta imobiliária atua em todo o distrito de Beja.

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"Assiste-se a um retorno de gente jovem para o centro histórico"

No Dia Nacional dos Centros Históricos centramos atenções na cidade de Beja. Pedimos a Florival Baiôa Monteiro, presidente da Associação de Defesa do Património de Beja que nos ajudasse a identificar problemas e respetivas soluções que ajudem a tornar mais atrativo o centro da cidade. Nesta conversa, o presidente ADPB identifica um interesse crescente por parte de novas famílias em instalarem-se no centro de Beja e explica que existem ajudas com vista à recuperação de habitações antigas no casco velho da cidade. Uma cidade que deve cada vez mais olhar para o seu coração...

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Em sua opinião em que estado se encontra, numa forma geral, o centro histórico da cidade de Beja?

O Centro Histórico de Beja mantém, felizmente, as suas linhas arquitectónicas e traçado urbano secular, sem grandes adulterações, no entanto assistiu-se, na década de sessenta e setenta, a uma fuga da população precipitada para as zonas periféricas, desertificando muitas das habitações. Retirando o factor de termos muitas habitações vazias e em estado de degradação, ele continua a ser o coração e a história da cidade.

Um dos grandes problemas do centro da cidade está relacionado com a grande degradação de edifícios particulares. Existem soluções e mecanismos legais que possam ajudar a resolver, ou atenuar, esta realidade?

Assiste-se a um retorno de gente jovem para o centro histórico, muitas das habitações recomeçam a ser restauradas e com qualidade, prevendo-se a sua revitalização. São habitações personificadas e não protótipos de manuais de arquitectura. Há neste momento linhas de financiamento para obras, de fachadas e coberturas e ainda outros incentivos para instalação de empresas e pessoas.

O projeto municipal do Fórum Beja pode ajudar a imprimir uma nova dinâmica ao centro da cidade?

Claro, se tivermos um projecto museológico interessante e de qualidade teremos um ponto muito interessante para as escolas e turismo. Se for reconstruído parcialmente o templo, para lhe dar volume e ornamento, teremos muitas visitas e muito movimento.

Se fosse autarca que medidas adotaria como prioritárias para inverter a degradação e a falta de atratividade do centro da cidade?

Não sou autarca, nem nunca serei, isso é tarefa para aqueles que têm propensão para a política, mas não o preciso ser para actuar nesta cidade milenar, ser um cidadão de pleno direito. O Centro Histórico é fundamental para o futuro de cidade, tem de ser restaurado e revitalizado, deveria ter um conjunto de estabelecimentos comerciais fortes para atrair os compradores, mas no entanto os projectos poderiam seguir outra linha, como a facilitação de alojamento de artistas jovens, na área artística e artesanal, que, eles próprios, tornariam aqueles espaços bem vivos e dinâmicos. Eles teriam a capacidade de atrair o mundo aquelas ruas.Os achados arqueológicos encontrados na cidade, e não só na Praça, têm revolucionado o nosso conhecimento da cidade e deverão estar expostos aos olhos de todos, mesmo aqueles que foram descobertos e depois novamente cobertos. Há um novo mundo sob os nossos pés.

A Associação de Defesa do Património de Beja tem um trabalho muito sério no que toca ao levantamento e estudo da arte azulejar. Beja é uma cidade rica desse ponto de vista?

Beja é a cidade do azulejo. Devem ler o livro Arte Azulejar de Beja e pegar nas nossas rotas e dar um volta pela cidade. Mais de 20.000 visitantes já o fizeram em um ano, mas quantos bejenses já deram essa volta? 500, 600? Para aí, temos que conhecer a cidade onde vivemos, sob pena de vivermos no desconhecido. O objecto da adpBEJA é a investigação, conservação e divulgação do nosso património, ainda este mês acabámos de restaurar, em parceria com a União de Freguesias de São João Baptista e Santiago Maior e a Câmara Municipal de Beja, o forno comunitário da Ti Bia Gadelha, que está lindíssimo, com projecto do Arquiteto João Ilhéu. Estamos sempre a trabalhar, embora limitados financeiramente, mas não limitados de vontades.

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