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Integrada na rede nacional Hall, esta imobiliária atua em todo o distrito de Beja.

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Herdade da Figueirinha com “ano extraordinariamente bom” na produção de uva!

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No Dia de São Martinho partilhamos consigo a boa notícia de que a Herdade Monte Novo e Figueirinha teve, este ano, uma produção “excelente” e a uva recolhida nas vindimas é de boa qualidade. A pretexto do São Martinho, estivemos à conversa com Filipe Cameirinha Ramos, o maior responsável pelo sucesso do projeto agrícola iniciado pelo seu saudoso avô, o Comendador Leonel Cameirinha. E tivemos tempo para recordar que tudo começou em 1998 com dois tratoristas - mais o Filipe que também deu uma perninha nos tratores sempre que foi necessário. Nesse ano a faturação foi de 120 mil euros. Hoje, a equipa ultrapassa a meia centena de profissionais e conta superar os 4 milhões de euros de faturação. Pelo caminho ainda foi possível alargar o projeto através da aquisição da Herdade das Fontes, no concelho de Vidigueira. E perdem-se de vista os prémios nacionais e internacionais já conquistados!

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Está concluída a época da vindima. Como decorreu esse processo na Herdade do Monte Novo e Figueirinha?

A colheita deste ano correu-nos muitíssimo bem. Foi um ano muito heterogéneo. Na maior parte das regiões foi uma vindima muito fraca e com vários problemas. Nós não estivemos sujeitos às agruras do tempo, tivemos muito cuidado durante toda a campanha e acabou por se revelar um ano extraordinariamente bom.

Bom a que níveis? Na quantidade? Na qualidade das uvas?

Estamos a falar de quantidade e de qualidade. A viticultura tem evoluído muito e o regadio trouxe com ele muitas inovações e, também por essa razão, hoje em dia conseguimos atingir bons índices nos dois níveis de avaliação.

Este ano tivemos uma excelente produção e a uva foi muito boa. Tivemos graus, concentração, cor e por isso contamos ter vinhos muito bons da campanha de 2016.

Agora que está concluída a vindima, quais os passos pelos quais passará a uva até que seja transformadas nos preciosos néctares da Herdade Monte Novo e Figueirinha?

Os cuidados começam antes. Temos que ter muito cuidado durante toda a campanha para produzir uma uva de qualidade. Depois, é necessário apanhá-la na altura certa. Nós fazemos análises diárias às uvas, umas feitas em laboratório e outras no terreno através da prova e da visualização do estado. Quando a uva está em perfeitas condições é colhida e depois segue-se a fermentação alcoólica, a fermentação monoácida e, a partir desse momento, há todo um conjunto de tecnologias e de serviços a concretizar. Ao mesmo tempo é analisado o potencial enológico do vinho para identificarmos quais são as marcas que têm capacidade para serem engarrafados. É todo um trabalho enológico da nossa equipa que pode processar-se durante mais de um ano.

Há uma grande aposta da vossa parte em rodearem-se dos melhores técnicos e na aquisição dos melhores meios técnicos.

Isso acontece desde praticamente o início do projeto. Logo quando construímos a adega esta foi considerada a mais moderna da Europa. A realidade tem evoluído bastante, têm surgido máquinas novas e conceitos novos e nós temos conseguido andar a par da tecnologia. O mais importante, na minha opinião, é toda a nossa equipa de trabalho. Neste momento temos um consultor fantástico que é o Filipe Sevinate Pinto, temos uma diretora de produção que é a Susana Correia, mais duas enólogas residentes, excelentes técnicos na área da viticultura. Este ano realizamos um importante investimento na adega, nós crescemos cerca de 50 por cento da capacidade de produção e fomos acompanhando com a melhor tecnologia, adquirimos as melhores prensas que existem!

Vai ser possível provar o vinho novo neste Dia de São Martinho?

Não. O vinho novo que as pessoas se habituaram a provar neste dia é vinho de talha. Para ter uma ideia, nós neste momento estamos a comercializar a produção de 2014, temos toda a campanha de 2015 e 2016 em casa. Os vinhos brancos, normalmente, são produzidos mais cedo e no final de novembro, princípio do mês de dezembro, é que nós temos condições de lançar os brancos em muito boa qualidade. Os tintos vão ter que esperar pelo próximo ano!

Consolidada a vinha e o olival, surge agora uma aposta em 30 hectares de amendoal. Como está a correr?

Para já é uma experiência. Estamos a fazer 30 hectares para ver como é que isto corre. Estamos a tentar compreender porque preço é que nós conseguimos produzir e qual é a qualidade do produto. Se conseguirmos um bom preço e qualidade a nível mundial seremos sempre competitivos. Sinceramente, eu acho que somos mais competitivos na olivicultura e na produção de azeite, porque aí somos os melhores do mundo. É possível que também o sejamos no amendoal, mas ainda não tenho dados concretos para poder afirmar isso!

É interessante assistir ao seu discurso, muito virado para o mundo e para as exportações. Voltemos ao vinho…como estão as coisas na área da comercialização, nomeadamente em termos de mercados?

Portugal para nós representa cerca de 20 por cento da comercialização. O que significa que 80 por cento do nosso produto vai para fora, para os quatro cantos do mundo. É uma vantagem muito grande porque, desta forma, conseguimos vender a preços mais interessantes lá fora e, por outro lado, nós não podemos estar dependentes de crises. É muito importante conseguirmos concentrar-nos noutros mercados.

Um dos mais recentes prémios internacionais chegou-vos da China. É um mercado importante?

Já trabalhamos com a China há alguns anos. É um mercado que tem crescido e, curiosamente, tem crescido cada vez mais em valor. Os chineses são cada vez mais exigentes, cada vez mais exigem um produto de qualidade. Nós estamos a gozar de uma notoriedade fantástica. Os vinhos portugueses são bons em qualquer parte do mundo, o problema é que antes não tínhamos uma notoriedade de marca, as pessoas não sabiam onde era Portugal, mas isso está a mudar!

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